Janela da vida
Debrucei-me na janela da vida,
Observei momentos vividos
Paro, reflicto…
O que vivi, o que deixei por viver
O que vivo…
O que ainda tenho para viver…
Rica de vivencias,
concordo…
Mas rica de desventuras
de desperdícios,
de vivencias enganosas…
Sempre com um sorriso
ou com uma lágrima
sou o espelho de mim…
Da verdade,
feita por mim própria
Analiso…
concordo com Pessoa,
quando diz que poeta é fingidor
Pela forma de fazer encantar,
sem o sentir…
Não é mera ilusão…
Mas sim, desabafo da alma,
do que pretende atingir
sem conseguir…
então sonha-se em palavras
em miragens…
Alguém se entende, se reconhece…
Vive,
sonha com essa magia
Quem escreve, vive o presente..
O momento…
Mas nunca uma realidade…
Vivemos num mundo de frieza,
de fingimentos…
Até no do próprio sonhar··
Só assim conseguimos nossa meta alcançar.
Essa de fazer sonhar
Alzira Macedo
De
MIGUXA a 4 de Abril de 2010 às 14:48
Amiga,
Adorei o teu poema, e Pessoa tem razão, quantas vezes nos sangra o coração e nos lábios, nas palavras que proferimos se solta um sorriso sonhador que nos acalma e leva a alegria a quem nos lê.
Beijinhos doces minha querida
Margarida
Miguxa…
Amiga exemplar, essa que sempre este presente quando sempre esperamos…
Obrigada pela alusão ao poema…
Quanto a pessoa ele tem o dom de dizer a verdade quando nós tentamos esconder…
Em cada ferida do coração o poeta sorri…
Ou disfarça lindamente…
Ele teve a capacidade de assumir que poetas são fingidores…
Não escrevem o que sentem.
Demorei a perceber ou a aceitar essa ideia…•
Mas, concordo plenamente…
Quantas vezes choramos e escrevemos sorrindo…
Elevamos o sonho no mundo mais triste que é nosso sentir…
beijos doces para ti amiga que consegues ler as palavras do coração e não as da razão…
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