Só com amarras de amor, prende-se um lobo do mar...
(by jan)
Içaste as velas, navegaste no meu corpo
E como se fosses hábil marinheira
Nos levaste para o leito de um rio de carícias.
Afim de garantir que não perderias o rumo,
Usaste teus braços, como leme, direcionando-nos
Até aportarmos na cama, onde nos desnudamos famintos,
Entregando-nos ao prazer, naquela noite plácida, calma,
Lentamente, num gozo infinito, tantas vezes repetido.
Sem usares springs, cabrestantes, ou retinidas,
Cuidadosamente, amarraste nosso barco, com teu carinho
Em nosso caís de amor pleno, intenso, desmedido...
Para não retornarmos à realidade, nos beijamos muito,
Despertamos nosso desejo tanto tempo adormecido,
Afastados que estávamos sem razão e sem motivo.
Foi assim que fizemos, daquela noite, a única testemunha
Do nosso amor que, diferente do desejo, jamais adormeceu,
Agora sabemos, ao vê-lo atuar, o quanto é capaz ainda de nos envolver
E, após intensa e demorada tempestade, de nos levar a um caís tranqüilo
De infinito prazer que só sentem aqueles que se amam verdadeiramente,
Como nós, seres intensamente apaixonados, habitantes dos sonhos de deuses,
Eros no Olimpo, ao navegar de volta, para os braços de sua Afrodite,
Nas, agora, tranqüilas águas de um amor definitivo, quiça para sempre...
Homenagem ao poeta e amigo
By Jan
Alzira Macedo
CONTINUAÇÃO DE LOBOS DO MAR...
Meu velho amigo, audaz marinheiro,
não penses que só porque foste feito de aço,
podes enfrentar impune a força da mãe natureza,
que está tudo bem e que mandas no pedaço.
Não te iludas valente, assim poderás nos destruir.
Percebeste meu velho lobo do mar?
Mais uma vez, a onda passou batendo violenta,
cobrindo o passadiço, alagando o tijupá,
o que me faz sob intenso pavor te indagar:
Afinal, quando isso tudo acabará?
Assustados, todos nós, velhos e novos lobos do mar,
ajoelhamos, rezamos e envergonhados de ti,
e de toda essa tua valentia,
nos escondemos em nossos camarotes
esperando o desfecho de tudo ou a morte...
Egoístas, não queremos que saibas
do medo que padecemos,
e o quanto tememos o pior.
Envergonhados, preferimos que penses
que, como tu, somos todos corajosos.
Para que continues fingindo que és forte,
que zombes desse nosso destino cruel, prometo:
vou fingir que creio em ti e quem sabe assim
consigamos espantar a morte.
Contudo, por favor, tem mais cuidado companheiro,
tua dilatação, na amurada, aumenta a cada instante.
Urge que lutemos para sair desta, uma vez mais.
Precisamos ter coragem, antes que seja tarde demais,
de reafirmar que, como tu, também somos parte deste mar insano, açoitado por esse maldito vento,
mesmo sabendo que aqui e agora,
és o único, o verdadeiro lobo do mar e,
por isso, podemos e devemos em ti, compulsoriamente, confiar...
Que Deus nos ajude e nos abençoe!
ATENCIOSAMENTE GRATO, jan
CONTINUAÇÃO DE LOBOS DO MAR de minha autoria uma homenagem que te faço, carinhosamente, amiga... jan
Meu velho amigo, audaz marinheiro,
não penses que só porque foste feito de aço,
podes enfrentar impune a força da mãe natureza,
que está tudo bem e que mandas no pedaço.
Não te iludas valente, assim poderás nos destruir.
Percebeste meu velho lobo do mar?
Mais uma vez, a onda passou batendo violenta,
cobrindo o passadiço, alagando o tijupá,
o que me faz sob intenso pavor te indagar:
Afinal, quando isso tudo acabará?
Assustados, todos nós, velhos e novos lobos do mar,
ajoelhamos, rezamos e envergonhados de ti,
e de toda essa tua valentia,
nos escondemos em nossos camarotes
esperando o desfecho de tudo ou a morte...
Egoístas, não queremos que saibas
do medo que padecemos,
e o quanto tememos o pior.
Envergonhados, preferimos que penses
que, como tu, somos todos corajosos.
Para que continues fingindo que és forte,
que zombes desse nosso destino cruel, prometo:
vou fingir que creio em ti e quem sabe assim
consigamos espantar a morte.
Contudo, por favor, tem mais cuidado companheiro,
tua dilatação, na amurada, aumenta a cada instante.
Urge que lutemos para sair desta, uma vez mais.
Precisamos ter coragem, antes que seja tarde demais,
de reafirmar que, como tu, também somos parte deste mar insano, açoitado por esse maldito vento,
mesmo sabendo que aqui e agora,
és o único, o verdadeiro lobo do mar e,
por isso, podemos e devemos em ti, compulsoriamente, confiar...
Que Deus nos ajude e nos abençoe!
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