Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Descobri-me...

 

 



Descobri-me…


Orgulho-me, de tudo o que na vida fiz.
De nada fujo, de nada me escondo…
Mas pensando bem!..
Nesta noite linda, coberta pelo mau tempo que se apresenta,
não deixa de ter sua magia, seu encanto.
Ainda consegui observar as estrelas lindas… Cintilantes…
Libertas, felizes, descomplexadas, fazendo amor abertamente com o universo.
Iluminavam meu rosto, sorrindo para elas.
A brisa suave me balançava os cabelos no rosto.
Senti frio, arrepiei-me, não me escondi.
Não me agasalhei.
Deixei-me conquistar pela magia da noite.
Parei, olhei e disse “como é belo este viver”
que mais posso eu desejar?
Se tudo quanto me faz feliz, está perto de mim…
Nas ruas iluminadas pela lua, me perdi
Simplesmente conduzi, sem destino, sem paragem.
 Quando olhei para trás estava sorridente…
Feliz, contente…
Descobri um novo eu…
uma nova vida…
uma nova esperança…
um novo destino…
“o meu”
“o teu”
“O Nosso”
Sozinha, e simplesmente eu…
perdida na madrugada, nos pensamentos,
na ousadia de sair da rotina.
 Liberada de todas estas amarras,
que sempre acorrentei ou deixei acorrentar.
De todos estes pensamentos egocêntricos,
os da razão e os do coração.
Desde sempre me procurei!
e nunca me tinha encontrado
Hoje sou eu…
Amanha não sei…
Não é mera ilusão…
è simplesmente, um novo descobrir.
Um novo sentir…
Uma nova vontade…
De ser eu de verdade
Se é destino ou não…
não sei…
Apenas sei que quero ser o que sempre sonhei,
o que sempre desejei.
Vou realizar…
vou conquistar…
vou partir deste manto que não é meu,
apenas me foi dado, por incoerência do desconhecido.
Desconectado de toda a realidade,
do que sou e quero ser…
Hoje,
 agora quero viver, este meu lindo amanhecer.
Que é, “renascer”

 

 

 

 

Na busca de mim
Alzira Macedo

 

 

 

 

sinto-me: me procurando
musica: "Carrusso"
publicado por Alzira Macedo às 21:41

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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Busca sentida.

 

 

 


Mais um acordar sem ti…

 

 

 

 

 

  Na madrugada fria…
Que nem o calor da lareira conseguia me aquecer …
Para que pudesse entrar no sono profundo e temperador da alma e do corpo…

Acordei … Com a tua ausência, o silencio se instalou…
O desejo de te ter, de te pertencer, de me agarrar a ti e sussurrar-te, o quanto preciso de ti.
Foi se resfriando…

Onde estarás tu, por onde andas que não te vejo, que não te sinto…
Porque se instalou este abismo entre nós…
Qual de nós se deixou cair primeiro nas trevas mais profundas da vida, ou do desencontro das nossas almas.

 Lá fiquei eu, fitando o teto do meu quarto,  que passou a ser  o azul do céu…
Onde a onde…  Vi uma estrela cintilante,  como me quisesse fazer caminhar…
Num pestanejar de olhos,  vi a lua caprichosa olhando para mim, meia escondida tentando perceber o que me ia na alma e o porquê de não ser ela o meu aconchego…

E sim tu…

Senti vontade de caminhar pela calçada das ruas vazias…
Como se cada passo fosse em direcção a ti.
Como se cada estrela,  me desenhava o destino da minha felicidade, onde minha alma sentiria paz…

Que acordar mais solitário, carregado de silêncio e saudade….

Encontro-te na minha escrita, neste meu livro que ninguém lerá, que ninguém perceberá…
·
Confundo me, com as palavras que nunca direi e nos sentimentos que crescem dia a dia.
Incansável,  caminho nas curvas que perdi na vida, procurando saber onde errei.
Onde me esqueci de virar, de te seguir…
Não consigo... Esse caminhar está cada vez mais penoso, sinto-me fraquejar, minhas forças desfalecem,  obrigando-me ajoelhar no chão frio e duro, bradando os céus e gritar…

PORQUÊ…

Fecho os olhos querendo fugir dessa curva, entrei noutra…

Encontrei-me em frente ao mar, desaguando todas as minhas magoas e desesperos.
Querendo mesmo nele entrar e nele morar…

Uma realidade me chamou!
Olhei para trás e sorri…
Regressei pensativa, se não caminhar por ti…
Por nós…
Então caminharei por mim…
por eles…

Sacudindo energeticamente todos esses sentimentos,  que me baralharam a mente, me levantei…

Suspirei bem fundo, ergui costas, enfrentei o meu rosto, olhei-me no espelho e disse  bem alto como se me quisesse dar forças a mim própria…

(Menina limpa essas lágrimas e segue teu caminhar, na vida não podemos mudar os outros…
Mas os outros,  também não te podem mudar)

A manha já tinha nascido, o dia tinha despertado, saímos de casa meus filhos e eu…

Qual agradável surpresa…

 

  Nevava…


Linda leve, caia a neve sobre nós…

Olhamos uns para os outros maravilhados pela paisagem que se mostrava á nossa frente…
Recordamos o passado onde muitas vezes a neve, nos chegava até aos joelhos…

Felizes saltitando e cantarolado percorremos o caminho até á Igreja da paroquia…

No regresso a neve caia com mais intensidade…
Os farrapos de neve eram maiores, cantei cai neve, neve cai que és tão linda…
E de verdade a neve caía ainda mais, meus filhos gargalharam e comentaram “mama mandas na neve…”
(Diz para que ela não pare…)

Sorrindo, cantando e correndo viemos até casa…
Onde agora me sentei e escrevi este novo amanhecer em minha vida…

Outras manhas virão, seguidas com outros escritos …
Dou asas ao pensamento, á vivencia, á escrita…
Só assim me sinto feliz e realizada…


    Nesta sádica busca de te encontrar…


 

Alzira Macedo

 

musica: Cai Neve em Nova York José Cid
publicado por Alzira Macedo às 12:06

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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Senti, Pensei, Escrevi e partilhei...

 

 

 



Acordei na madrugada…
Tudo voava lá fora, o assobio do vento enfurecido entrava em meus ouvidos como uma alerta.
Pânico, medo, respeito preocupação, senti um aperto em meu coração.
Meus pensamentos voaram!!! 
Estará tudo bem lá por fora?
Pois sabia que meus filhos e eu estávamos protegidos pelas paredes bem seguras da casa…
Mas lá fora, haveria alguém a precisar de ajuda?
Quantos teriam dormido na rua nesta noite, sem abrigo, sem casa, sem família…
O vento continuou cada vez mais forte, misturou-se a chuva…
Como uma guerra de intemporais, onde todos  querem  mostrar sua força, sua raiva, sua presença, impor seu respeito…
Lá nisso tinham conseguido, pois eu não dormia…
Espreitando sempre um sinal de abrandamento…
Queria ir á piscina com os meus filhos pela manha, mas se assim continua-se ninguém me puxaria para fora de casa.
Então, não havendo mais nada a fazer pensei…
Mas porque sou assim?
porque tudo me agarra?
porque me preocupo com tudo e todos?
Ò Meu Deus…
Porque me fizeram tão sensível, com cara e (treta) de uma guerreia, mas tão dócil de coração…
Darei eu importância ou valor demais ás pessoas ás coisas?
Não queria sofrer, como sofro pelos outros..
Quero imigrar…
Quero um novo mundo, onde as pessoas são mais amigas, mais sensíveis, mais amadas, mais acarinhadas…
Onde a diferença não se note…
Onde eu não tenha de esperar por um simples sorriso, por um simples olá, por um simples “Senti saudades tuas”, por uma simples palavra de amor…
Porque perco a vida esperando o que não vem, e se vem é porque o reclamo!!!
Porque terei de ser eu a dar sempre sem dose nem medida?


NÂO…

CHEGA VOU DAR RUMO À VIDA…

Vou viver minha caminhada, pensando em mim, no que gosto de fazer, no que gosto de ser…
Se tiver alguém por companhia é bem-vindo (a)…
Mas eu não irei puxar, terá de vir de livre vontade…
Queres percorrer essas trilhas de vida?


Então põem-te a caminho e VEM…

 

“Um simples pensamento na Madrugada”

Alzira Macedo

 

 

sinto-me: nem eu sei... talvez escritora
musica: Papel principal
publicado por Alzira Macedo às 10:13

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Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Na madrugada, revivo o sonho...

 

 

 

“ O Nosso Poema ”
 

Deixando me envolver numa doce magia,
de um fim de tarde ao escurecer...
Com um abraço, fui recebida
senti meu corpo da cabeça aos pés estremecer
 tonta de emoção, fiquei sem saber o que dizer
silenciada pelo momento
as duvidas, então multiplicaram-se
O desejo ardente bem presente
a insegurança se alojou
a paixão e bem-estar logo apareceu
e não me incomodou...
todo o momento vivido,
 foi recordado pela madrugada
seguido pelo gemido
da saudade, do desejo
da segurança de teus braços
 palavras foram recordadas
tiras-me o sono,
 imagino-te acordada
O mar, testemunha dos gemidos reprimidos
da vontade do nosso amar
de dois corpos entrelaçados
querendo aquele momento desfrutar
as correntes do passado, do presente
tenho vontade de me livrar
viver o amor proibido pela razão
Mas sentido pelo bater do meu coração
De que serve a magia sentir
se a nego ao nascer
pelo medo, do perder,
do sofrer…
quero tua segurança, teu aconchego
perder-me em teus braços sem medo
tomar o gosto ao amor
desfruta-lo em todo esplendor

Alzira Macedo

sinto-me:
musica: Eu te amo demais....
publicado por Alzira Macedo às 10:29

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