Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Quando cai a noite...



Quando cai a noite

Encosto-me á lua nessa vasta imensidão
o grito do silêncio é meu
Lua que me embala nos seus braços
deixo a mascara do dia seguir seu rumo
ao vazio da escuridão
sem sorriso, sem lagrimas, sem olhar
nem mesmo um pensar
ou apenas um...
Acendo a vela da imaginação
Deixando-me levar aos recantos encantados da alma
encontro-me só
depois de um longo caminhar
os passos soam tristes na calçada
arrasto-me pela noite dentro como de uma floresta fosse
o cheiro das flores invisíveis, invade minhas narinas
ergo o olhar, uma estrela me sorri,
com uma luz que mal me guia
tento encontrar outra luz, não consigo...
Perdida na noite tento encontrar-me
em que caminhos me meti, não encontro saída
um autêntico labirinto
O que sou, onde estou, para onde vou
ai noite, noite que fazes errar qualquer caminhante
amo a noite pelo seu sombrio,
Poder ser quem sou, desnudada dos caprichos do mundo
sem fingir, sem etiquetas suspiro
sina ou escolha minha
é a magia da poesia
essa que teima abandonar-me
pelo tempo, que passo sem ela
agarro-me às notas de musica inventadas por mim
um ritmo melodioso, lento como o pensar desta minha noite
termino essa viagem com frio na alma
um arrepio percorre meu corpo
a solidão apresentou-se como minha companheira
impossível fingir um sentimento tão forte e sentido
enquanto não atravessar esse deserto
jamais conseguirei sair da noite


                                                                                                   Poema de Alzira Macedo




publicado por Alzira Macedo às 23:51

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Sábado, 28 de Setembro de 2013

Apenas palavras soltas, sonhando no sonho

 

 




Adeus

Forte dura e marcante esta palavra
Recordações, que fazem sofrer
atropelam-se como cascatas
Os momentos de tristeza,
Que nos fizeram parar no tempo e implorar
o sol para sorrir,
Nos momentos mais obscuros onde o dia parecia noite…
Relembrando a luz das velas ardentes
Que nos aqueceram, noites frias e as madrugadas de amor
que agora,
 Ficam esquecidas no tempo
percorro, os caminhos vivenciados
partilhados de solidão
tendo por companheiro o sorriso
Estampado no rosto,
Como um desenho feito
o olhar triste e brilhante como as estrelas
não demonstrando que o brilho eram lagrimas
São tantos momentos, aos quais quero dizer
Adeus…
Nascer num novo dia, 
Insistir em viver feliz
Sorrir para ti
para mim
para o mundo
És história com fim
dando inicio á minha liberdade
de pensar e expressar
o que pretendo viver
e o desejo de ser
Adeus
vida anterior
que me fizeste ser o que não era
sentir o que não sentia
Hoje.
 Grito…
O meu novo eu
libertando-me timidamente das amarras
dando a mão ao meu novo renascer

 

 

 

Alzira Macedo

28 de Agosto 2011

publicado por Alzira Macedo às 23:49

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Domingo, 9 de Setembro de 2012

Saudades matam




O atravessar

Ao longo do tempo que me ausentei de vós,
a saudade tomou posses....
Hoje aqui estou para novamente tentar voltar,
tentar encontrar aquela veia que tanto senti e que de mim foi fugindo...
Essa de escrever,
essa de partilhar,
essa de sorrir...
Por isso e muito mais tomei a decisão de voltar....
De poder contigo voltar a estar,
de sorrir novamente
de partilhar loucuras e desabafos com toda a gente
Onde estarão voçes?
em novos mares navegando?
ou á espera dos que partiram sem nada dizer
como eu!!!
e que saudades deste mundo sentiu...
Vem...
Dá-me a mão de novo
mostra-me o caminho do bem estar
faz-me atravessar a ponte
Para que minha saida das trevas, consiga desfrutar
e sentir como é bom
de novo cá estar....


                                                                                                                                                


                                                                                                                                               Alzira Macedo






publicado por Alzira Macedo às 18:55

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Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010

Onde estiveres, estarei contigo

 

 

Vou partir…

Com um olhar triste e húmido
 pela lágrima que teima cair
 e eu querendo-a reprimir…
Nunca te mostrei o meu verdadeiro sofrimento
até porque sempre me deste o melhor de ti
sempre recebi protecção e consolo
Não estive á altura dos nossos encontros
dos nossos desejos
das nossas vontades
de repente meu desejo se tornou sofrimento
meu riso, lágrima escondida
nosso amor,  amante solitário
nosso olhar, esguio e mirando o horizonte
promessas foram proferidas
até mesmo sentidas
sabendo que o tempo é nosso inimigo
Esteja onde estiver,  tu estarás comigo
Mesmo que se torne recordação
serás o consolo do meu coração
serás a minha imaginação
para que não me perca no tempo de espera
para que me acalentes  os momentos de tristeza e solidão
Quanta vontade tenho de te dizer o quanto te amo
Mas temo que não me entendas,
Já não se encantarão meus olhos olhando os teus
já não adoçarei minha boca junto á tua
Levarei o teu olhar junto ao meu
Feliz dos teus braços saio
triste permaneço
porque não sei
para onde vou e quando voltarei
 
 
 
Alzira macedo



musica: quando tu não estás
publicado por Alzira Macedo às 01:45

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Quarta-feira, 7 de Julho de 2010

De partida novamente...

 

 

 

 

Mais uma vez digo Adeus…

Este meu poste é dirigido a quem me lê e aquém se deve admirar pela minha ausência prolongada…
Depois de muito tempo de reflexão, tomei uma decisão…

Vou partir…

Dizer novamente adeus ao torrão que me viu nascer, e nunca crescer…
Depois de uma longa estadia na emigração decidi voltar, pela saudade contida em mim..
Em minha alma…
Então regressei a Portugal cheia de alegria e ambição…

Ao fim de 4 anos de estadia em Portugal, decido de livre vontade emigrar novamente…

Levo muito comigo, tanto negativo como positivo.
Mas o negativo supera, então decidi mesmo, vou partir para outro rumo…

Onde a vida económica está melhor, onde a cultura geral acima está, onde me oferecem melhores condições de vida…
O idioma não é problema, domino bem…
sinceramente deixo aqui um grande pedaço de mim…
Meu coração está dividido, minha razão me diz que é a melhor opção…

Hoje ao escrever sinto-me como “Linda de Suza” duas malas de cartão numa terra distante…

E parto para uma vida nova….

Irei continuar com meus blogues,  até porque não serei eu sem eles…
Demorarei um tempo até postar novamente, porque tenho muito que preparar…
Minha partida está marcada para dia 15 de Agosto…
Altura em que os emigrantes regressam á sua terra, eu parto…

Não pensem que se vão livrar de mim, apenas vos peço um tempo para nova adaptação…
Agora bloqueei, não queria me emocionar ao escrever este poste e logo fico cega com lágrimas nos olhos…

Verdade que me custa partir, até porque lutei tanto pela minha integração, pelo posto que ocupo profissionalmente e tanto mais…
Minha decisão foi tomada tempo após tempo..
Não foi precipitada até porque não queria mais emigrar…
Hoje sinto que não vou emigrar, mas sim viajar…
Ocupar outro tempo, outro espaço, outras condições e um dia voltarei para gozar ferias…
Até porque o nosso país se tornou mais uma colónia de ferias para quem tem posses,  do que o nosso país onde possamos viver dignamente…
Me desculpem a ousadia mas é assim que penso…

È evidente que parto revoltada…
Mas são assuntos políticos que nunca poderei aceitar, nem discutir…

“Como diz o ditado quem se sente a mais que saia e é o que vou fazer”

Uma beijoca para vós e ficaremos sempre em contacto…

Quem sabe será quando estarei de ferias que alguns de nós se encontrarão para um café uma boas risotas e um até sempre…

 

 

 

O outro lado da ilusão

 

Um dia regressei
cheia de esperanças
Um coração repleto de saudades retidas
tantas lágrimas reprimidas
quanta dor se alojou em meu peito
o tempo que a emigração durou
cheguei feliz e sorridente
com vontade de abraçar
quem  tinha deixado
sem os ter encontrado
parto de novo
O que mudou
quem se distanciou
ou vivi em sonhos
construindo ilusões
vou partir
deixando um olhar triste para trás
carrego sabedoria e aprendizagem comigo
Levo o coração cheio de tanto que conheci
tanto que aprendi
Mas vazio pelo que não conquistei
e que tanto sonhei
talvez fosse a hora errada
vou partir de novo
para novamente conquistar
o que tanto almejo
o meu bem-estar
será teu também
se um dia regressar
sorridente para ficar
Alzira Macedo
sinto-me: de partida...
musica: uma mala de cartão...
publicado por Alzira Macedo às 20:29

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Quinta-feira, 3 de Junho de 2010

Ser ou Agir...

 

Nunca digas tudo o que pensas…
Mas… Pensa sempre, tudo o que dizes…

 

 

 

Alzira Macedo

 

 

 

publicado por Alzira Macedo às 10:33

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Sábado, 1 de Maio de 2010

momentos sentidos

 


Senti, sinto e sentirei...


Senti solidão
pela falta de ti ...
Mesmo tu estando presente
senti ciúme...
Ppelo teu excesso,
sinto saudade de ti!
Quando estás longe...
Sinto felicidade,  quando te tenho
Nunca me irei esquecer ...
Da forma que me fazes viver feliz...
Triste e amargurada
nas horas vazias da madrugada...
Horas repletas de suspiros
quando de mim,
consegues extorquir todo o prazer...
liberdade de ser quem sou
Dás asas á minha imaginação,
quando me acompanhas
retiras-me todo o prazer da vida,
quando te distancias…
vivo no vai e vem desta vida infernal
do dar, do doar e não receber
No pouco que das sou feliz….
Agora...
No recreio da vida, me reencontro sozinha...
Nos pensamentos…
No tanto querer…
No reprimir…
Sinto ter de vivenciar esse amor...
 Que não replete,
 não conquista, não satisfaz…
Apenas os poucos minutos de partilha que temos...
Embriagada do passado,
dos momentos mais ardentes…
Recordo momentos vividos exagerados…
Que ...
Já não são partilhados…
onde vais, para onde te viras,
não te encontro, nada de ti sei…
Procuro-te num lindo por de sol,
na maré que desce
deixamdo todos os beijos descobertos...
Os que demos e os que perdemos...
Num momento angustiante como este…
Descrevo um passado vivido...
Um presente sentido...
Um futuro desejado
Assim...
È meu, teu percurso de vida…
Alzira Macedo


sinto-me: no meu percurso
musica: ò lua...
publicado por Alzira Macedo às 23:01

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Quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Sinto-te melancolia...

 

 Sinto-te assim…

Com teu rosto bem delineado
traços marcantes pelo desejo de viver
pelos sonhos que perdeste
tornaste-te melancolia…
Transpareces ser amante da solidão
deixando trechos sentidos em teu coração
Se te chamas, melancolia…
encosta, tua alma á minha
não me fales da tua vida…
porque a sinto em cada anoitecer
em cada luar
em cada por de sol
mesmo no nevar
nesses dias frios
onde a solidão se instala e me diz baixinho
vim para ficar.
Amanha talvez,
 tudo pode acontecer…
 não importa onde…
o importante é que aconteça
Se o amor
verdadeiro não existe…
Se o amor, se torna um habito
então diz …
porque existo eu
que te quero viver
quero-te conhecer
Não quero ser apenas passageira,
sem desfrutar desse fruto
que foi pecado
hoje por mim e por ti desejado…
Mesmo que tenha de inventar esse amor
nas minhas poesias
nos meus sonhos e fantasias
como o pintor dá cor á vida
Eu darei o verdadeiro sentimento ao amor
saberei encontrar o segredo
esse segredo que é só nosso
a partilha do tanto querer
VIVER…

 

 

Alzira Macedo
E seu humilde poetar
 

 

sinto-me: partilhando momentos poeticos
musica: GRAZY - SEAL
publicado por Alzira Macedo às 21:47

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