Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Quando cai a noite...



Quando cai a noite

Encosto-me á lua nessa vasta imensidão
o grito do silêncio é meu
Lua que me embala nos seus braços
deixo a mascara do dia seguir seu rumo
ao vazio da escuridão
sem sorriso, sem lagrimas, sem olhar
nem mesmo um pensar
ou apenas um...
Acendo a vela da imaginação
Deixando-me levar aos recantos encantados da alma
encontro-me só
depois de um longo caminhar
os passos soam tristes na calçada
arrasto-me pela noite dentro como de uma floresta fosse
o cheiro das flores invisíveis, invade minhas narinas
ergo o olhar, uma estrela me sorri,
com uma luz que mal me guia
tento encontrar outra luz, não consigo...
Perdida na noite tento encontrar-me
em que caminhos me meti, não encontro saída
um autêntico labirinto
O que sou, onde estou, para onde vou
ai noite, noite que fazes errar qualquer caminhante
amo a noite pelo seu sombrio,
Poder ser quem sou, desnudada dos caprichos do mundo
sem fingir, sem etiquetas suspiro
sina ou escolha minha
é a magia da poesia
essa que teima abandonar-me
pelo tempo, que passo sem ela
agarro-me às notas de musica inventadas por mim
um ritmo melodioso, lento como o pensar desta minha noite
termino essa viagem com frio na alma
um arrepio percorre meu corpo
a solidão apresentou-se como minha companheira
impossível fingir um sentimento tão forte e sentido
enquanto não atravessar esse deserto
jamais conseguirei sair da noite


                                                                                                   Poema de Alzira Macedo




publicado por Alzira Macedo às 23:51

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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Uma entre tantas...

 

 

Devaneios na noite só e fria

Quando me deito,
 em nada quero pensar
vens tu, bater á minha porta….
Sonolenta,
sinto que nem nos sonhos,
te quero recordar…
Vens de mansinho, depois de teres partido
me deixando a sofrer
uma paixão sem cura
por causa dela, foste sem um adeus
agora já não te sinto
já não me mereces
sinto o meu coração abandonado
por ti despedaçado
não deixo que lá entrem
foste minha loucura
minha miragem
minha sepultura
como um sonho eu revivo
o dia em que me entreguei
aos prazeres dessa loucura
sentimento de solidão senti
porque já não eras meu
eras pássaro volátil
voas-te sem jamais, aparecer
tuas doces carícias me deixaste em recordação,
tiveste o dom de me deixar sem fôlego no coração
mas que adiantou…
 Se ela foi a vencedora e não eu
não voltes aos meus sonhos…
não quero mais sofrer pela manhã
acordar sozinha, no frio do abandono
no desencontro da nossa recordação
que nunca foi amor, nem paixão
uma mera ilusão…
Uma mera fantasia
de mais uma noite só e fria

 

 

 

 

Alzira Macedo 

 

 

 

sinto-me: Devaneando...
musica: Carrusso
publicado por Alzira Macedo às 13:04

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Sábado, 5 de Dezembro de 2009

Eu no tempo...

 

 

 

Tu, eu…o tempo

Nunca me perguntes o porquê..
Não saberei responder…
sei apenas que quero viver
esta vida sem dor
sem contratempos
sem limites
sem preconceitos
apenas quero ser eu
pensei um dia poder escrever algo bonito sobre alguém
fecho os olhos e imagino
então me decorre todo o meu destino
vivido até gora porque o depois é desconhecido
Não encontro sabedoria para te ajudar
encontro o meu percurso de vida
que tantas curvas perdi
tantos sonhos me esqueci
tantas vivencias desconheci
tanto de tanto perdi
irei a tempo para reviver…
serei capaz de dar a volta por cima
e conquistar o que não me deixaram
o que me prenderam
de viver o que sempre sonhei
o que sempre desejei
o que sempre quis
Nada disso importa…
Apenas o que me oponho agora
 que faço hoje
o que desejo e realizo
são momentos marcantes para mim…
Sim…
porque para ti nada dizem
não é teu viver
não são teus sonhos
não são teus ideais
como somos diferentes
e ao mesmo tempo iguais
somente com passagens diferentes
Os desejos e as conquistas
esta razão de viver
tão presente
de uma forma idealista mas distante
em cada minuto em cada presença
em cada sobrevivência….

 

 

Alzira Macedo

 

sinto-me: Envolvida no Tempo
musica: Encosta-te a mim
publicado por Alzira Macedo às 02:30

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