Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Quando a tristeza nos invade…

 

 

Tenho meus olhos cobertos de lágrimas, ansiosas por partirem  
Tenho pensamentos em minha mente, ansiosos por saírem  
Tenho desculpas pendentes no meu existir  
Tenho palavras que por mais que tente nunca irão s...
air Terei culpa, serei o culpado, por procurar a tristeza?
Não, não serei culpado, por lutar para manter a chama acesso  
Não serei culpado, por ser apenas quem eu sou  
Não sou falso, tudo o que tenho e faço é tudo o que te dou Porque duvidam?
Terei de mudar para ser visto positivamente  
Terei de ser quem eu não sou e agir de um modo diferente  
Para muitos sou perfeito, eleito, um amigo, e mesmo namorado  
Para outros sou falso, imaturo, fraco ou até desinteressado
São precisos vários momentos para poder me conhecer  
Mais alguns para perdoar, e uma vida para evitar sofrer  
Não sou quem a primeira imagem por vezes aparenta  
Sou quem eu sou, não a imagem que outra pessoa ostenta
Faço tudo por quem merece, e são esses que mais me magoam  
Com discursos, de quem pensa saber tudo, simplesmente enjoam  
Gostava de por vezes conseguir e poder perdoar  
Mas o que me garante, que não vais voltar novamente a errar?
Prova-me, mostra-me que me conheces e que te preocupa  
Que o sentimento de me perder para um sempre te assusta  
A mim assusta muito, sobretudo pensar que possa ser culpado  
Num crime que não cometi, mas pelo qual acabo sendo julgado
Dizem que a tristeza, traz um culminar de maus momentos  
É verdade, vai-se a passividade de pensar por certos tempos  
Vai-se a calma, a ponderação, e apenas fica a vontade de chorar  
Quando erramos e não pensamos como é assim ficar
Sou um caçador de sentimentos, não detesto a tristeza  
Detesto sim ficar triste sem aproveitar sua beleza  
É verdade, há que pensar positivo na tristeza que me envolve  
Ou não conseguiria escrever tanto sobre a tristeza que me cobre

 

 


(texto de autor desconhecido)
"Tendo um pouco de todos nós"

 

 

 

sinto-me:
publicado por Alzira Macedo às 08:30

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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

Novamente só

 

 

 

 

 

Solidão, ou falta de presença?



Gosto da velhice, talvez porque para lá caminho, ou porque sinto e noto que são esquecidos.

Por isso dediquei uma parte de mim e trabalho num lar de idosos…

Muita coisa acontece durante a minha estadia lá, dias bons outros menos bons!!!
Por vezes acontecem histórias que são dignas de serem contadas…
Como também acontecem casos que nos traz sofrimento e sem o querermos trazemos para casa.
Pois lidamos com seres humanos que já tiveram uma vida sociável muito importante, outros com muita dor e sofrimento.
Só quem passa por estas casas entendem o que quero dizer com isto.

A nossa sociedade se transforma num maquinismo de arrogância, insensibilidade e á procura de títulos.

Deixando para traz tudo quanto tem valor, os nossos antepassados, as nossas raízes por exemplo.

Somos o que somos hoje, mas graças aos mais idosos.
agora a modernice e a vida que levamos (stressante, ter de ser o casal a trabalhar porque senão a vida seria muito difícil)  nos obriga a  colocar os idosos num lar.
(Pessoalmente acho que ainda bem que essas casas existem.)
só não concordo com a forma que alguns filhos o fazem!!!
depositam-los lá e nunca os visitam, nem nos dias de aniversário... O que deve ser triste, ser idoso e rejeitado pelos nossos filhos…
tanto lutaram e laboraram para um bom futuro lhes dar e serem esquecidos dessa forma…

bem aqui fica a reflexão, mas hoje trago uma história que me marcou muito e tudo isto começou …

Neste último domingo... Estava eu de serviço, tudo estava a correr normalmente, estava prestes a saír do serviço quando ao virar de um corredor, para ir ter com minha colega para fazermos os apontamentos finais e passarmos o turno para as colegas da tarde observei pelo canto do olho uma senhora que saía de outro quarto.

E disse “Boa tarde D. Olga”

ouvi “Boa tarde menina… Espere aí”
fiquei parada e esperei, quando a senhora chegou perto de mim me disse” ai é a menina?”
Respondi… Sou sim … Ai só queria ver quem passa por cá?
Ela sorriu e disse, encaixando o seu braço no meu “ acompanhe-me até o meu quarto e eu toco tudo o que quiser”

Eu sorri também e disse, esta bem eu acompanho, mas agora estou curiosa quero saber o que me vai cantar.
(Pensando eu que a senhora tinha trocado o cantar pelo tocar)
Ela muito admirada diz “ cantar não canto mas tocar toco”
já estava-mos a chegar ao quarto e eu sem saber ao certo o que me esperava.
Ao entrar no quarto, deparei com um quarto muito pessoal…
Mobília própria todos os bibelôs de uma vida guardados, bonecas de porcelana todas as poltronas e almofadas arrendadas pelas próprias mãos…
Tudo arrumado no seu devido lugar, até a colcha da cama era feita de croché.
Ela olhou para um lado e para o outro alegando “queria lhe oferecer uma cadeira mas está tudo ocupado com as minhas lembranças….”
Mas sente-se na minha cama…

Sorridente, me sentei e esperei o que me ia acontecer.
A senhora se sentou em frente ao piano, olhou para mim e disse-me…

Quais são as suas musicas preferidas?
Então eu respondi… “ adoro qualquer música”

Suas mãos trémulas carregadas com seus anéis de ouro, a sua única fortuna adquirida de uma vida de luta.
Olhos brilhantes, sorriso no rosto enrugado pela idade e seus brincos compridos em ouro de forma antiga balançavam de lá para cá…
ela iniciou a música “ Coimbra tem mais encanto na hora da despedida”

(Tocou um pouco rápido demais e algumas notas foram erradas, tudo isto pela idade e pela emoção…)

Ao terminar a música aplaudi com sinceridade e emocionada….
Ela sorriu e notei a felicidade dela…
depois continuou com outras músicas do reportório dela, sempre aplaudida por mim.
Estava na hora de sair e disse...
D. Olga sinto muito mas tenho de me ir embora senão meus superiores vão me chamar á atenção…

Ela respondeu prontamente “ hoje é domingo não está cá ninguém” Eu sorri e repliquei meigamente é domingo sim, mas tenho horário a cumprir.

Então disse ela
“ sabe eu já fui alguém importante na vida”

Era a única na minha freguesia que sabia tocar piano na igreja e fui sempre convidada para tocar em qualquer festa e evento da freguesia onde vivia e nas vizinhas...
Era convidada para almoçar com os abades e presidentes da câmara em cada actuação minha o que era para mim e meus familiares uma honra.

"Hoje já ninguém me quer ouvir…"

Senti tristeza ou ouvir estas palavras e disse...
“ D. Olga porque não toca para os utentes aqui do lar? Certeza que iriam adorar ouvir estas músicas tradicionais…"

Ela me responde, por vezes abro a minha janela e toco para quem está lá fora e ouço dizer que bonito. Já tenho saudades destas músicas e dos velhos tempos quando podia pular. (Saltar, danºar)

Então respondi...
“ vou tratar disso e um dia vai tocar para os utentes do nosso lar”

(Agora só para nós!!!
não sei se poderei conseguir isso mas que farei tudo por tudo, isso farei)

Quando mencionei que tinha de partir, a senhora ficou mais tremula e disse... " só mais uma e depois vai…"

Tocou mais uma e mais uma e mais uma, eu cada vez mais preocupada em querendo ir e ao mesmo tempo querendo ficar…

Como já tinha passado muito da hora de eu sair então disse...
“ D. Olga tenho mesmo de ir, mas prometo um dia voltar fora do meu horário e então pode tocar para mim as musicas que quiser…

Ela responde… "Então a ultima para a despedida…"

Fiquei mais do que emocionada quando ela começa a tocar “ Love story”
No final da musica aplaudi e disse adorei foi lindo demais…

Levantei-me, dirigi-me á senhora e lhe beijei o rosto, ela me sorriu e observei as lágrimas que lhe corriam.

vim embora com alegria e ao mesmo tempo com tristeza…

Alegria porque...  Se sempre amei o meu trabalho, nesse dia muito mais por lhe poder dar um momento de felicidade….

Triste, porque senti a solidão em que essa senhora vive…
Sinceramente, sinto-me orgulhosa pela função que exerço, sei que dou momentos de felicidade aquém vive só.
Gostaria poder dar muito mais, mas nossos superiores não notam a crueldade da solidão, devemos apenas fazer o essencial.

Para  o estado da alma, existem as assistências sociais e os psicólogos… (Dizem eles)

Mas é connosco ,as ajudantes de lar e as animadoras socioculturais com que eles se sentem mais próximos.

Aonde fica a família, os amigos?

penso que com este poste já disse tudo….

Se tiverem um pouco de tempo e não sabem como o ocupar!!!

Lembrem-se de que existe sempre alguém que necessita de um sorriso, de um bom dia, de um tempo para os ouvir….


(OS IDOSOS COLOCADOS NO LAR… SEM ESPERANÇA DE SEREM OUVIDOS)

 

 

Quanto de ti se perdeu...

 

sinto-me: orgulhosa e ao mesmo tempo imp
musica: love story
publicado por Alzira Macedo às 23:00

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